Elogios imerecidos, papos cabeça e baboseiras... Tudo que acontece na minha sacada.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ciclos


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo ou aquela pessoa ; nada é insubstituível e um hábito não é uma necessidade.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

se tornam recentes outra vez...



Sobre a amizade e os amigos escrevem-se as mais variadas coisas: textos em prosa ou em verso, frases soltas e anônimas, citações de quem se imortalizou, eu sei lá...
Porém, descrever a alegria do reencontro entre amigos de infância e de adolescência, para mim, é impossível.
Por que será tão difícil descrever esses reencontros? Porque não é possível passar para o papel as ansiedades que antecedem esses reencontros, a alegria que se tem quando eles acontecem e, principalmente, como explicar o regresso ao passado que se faz - qual passageiros de uma máquina do tempo - tornando-nos outra vez crianças?
Pois eu, tive a alegria e a felicidade de passar por um desses reencontros... 
É verdade! “Reencontrei” uma amiga de infância com a qual já não falava há anos, e essa alegria e a agitação de ter falado com ela, é indescritível!
É um doce regresso ao passado, no qual a memória nos torna a trazer sentimentos, cores e até cheiros, que julgávamos perdidos para sempre. É conseguir voltar a ter, de novo, a mesma alegria que no passado, ao recordarmos velhas aventuras, que se tornam recentes outra vez... É ser menina outra vez e sentir a mesma pureza de então, que julgávamos esquecida. É o cada um de nós fazer, ano por ano, o resumo do que foi a nossa vida, uma para a outra, minha amiga - que hoje já é também irmã .
É tudo isto e muito mais e que nos deixa numa grande agitação, antes e depois do reencontro.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem arrependimentos





Quem falou que ser adulto é ser ranzinza? 
O ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?!"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

terça-feira, 5 de abril de 2011

Excessos = Falta de si Mesmo


Identifique o essencial, livre-se do restante.

Reclamamos em excesso daquilo que não possuímos, mas existe outra questão: aquilo que possuímos em excesso.
Os excessos demoram mais para serem percebidos, as faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais...

Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Parou? Pensou?


Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo.