As pessoas são mais interessantes do que o cargo que ocupam e do rótulo que vem com ele. Até porque, a vida profissional é apenas uma face de cada indivíduo.
Você liga em qualquer lugar e a conversa costuma seguir o padrão:
- Boa tarde, gostaria de falar com “fulano” por favor.
- Pois não, quem está falando?
- Veridiana.
- Veridiana de onde? (esperando que eu me identifique através de um cargo e uma empresa.)
Identificar propriamente a pessoa antes de passar a ligação é um motivo perfeitamente razoável para isso, contudo, o que fica implícito é que você TEM que ser de algum lugar, de alguma empresa. Não existe o indivíduo, existe o indivíduo vinculado a uma empresa e a um cargo. Experimente dizer: “de lugar nenhum, sou só a Veridiana, a Verê”. A pessoa do outro lado fica completamente perdida. Acreditem, eu já tentei. A reação é sempre algo como: "Mas… de onde exatamente?”
Quero ser o que eu quiser, no momento em que eu quiser, com direito a mudar de idéia, de evoluir, de crescer, de tentar coisas novas quando as antigas não me fazem mais sentido...

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