Elogios imerecidos, papos cabeça e baboseiras... Tudo que acontece na minha sacada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu não quero isso... Seja lá o que isso for


Impressionante como ás vezes quero tanto uma coisa... Gasto dias, semanas e até meses batalhando por aquilo, gasto o dinheiro que tenho e o que não tenho, para um dia simplesmente pensar: "Acho que não é isso que eu quero!".
Aí vem o pior: "O que devo fazer agora?" – Pensamento que não sai da cabeça.
Agora entendo perfeitamente quando o gênio da lâmpada diz: "Faça seus pedidos. Mas tenha cuidado com o que vai pedir".
Nossa mente é nossa maior amiga, mas pode também ser nossa pior inimiga, quando a gente pensa no que quer, ela nos ilude, mostrando o lado positivo, o que podemos  ter, quem podemos  ser... Mas ela não nos mostra o que vamos sentir, como vamos reagir às vitórias e aos seus fracassos e nem nos mostra a pessoa em que podemos nos transformar.
Eu sempre achei que uma ganância(moderada) poderia nos fazer bem (faz mesmo), nos ajuda a conquistar algumas coisas materiais; mas também nos tira coisa únicas, como o tempo que deveríamos dedicar mais à família e aos amigos...
Hoje, tudo o que um dia eu mais quis, já não quero tanto, minha mente queria, mas meu coração não.
E tudo que eu pensei não querer ter, é o que meu coração mais deseja.


Minha mente me pergunta: "O que eu faço agora?"
Meu coração pergunta: "Deixa eu te guiar?"


O que seu coração quer?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Risco e Rabisco



Eu arranco páginas da minha agenda... Páginas que já passaram.

É uma daquelas coisas que eu faço sem saber o motivo.

Às vezes, tirar as páginas passadas me dá a sensação de que a vida voa, outras vezes dá pra sentir os dias se arrastando.

Sim, eu sei que o tempo é relativo... E sei que o que vale é o que fazemos com ele.

Não sei ainda o que fazer com o meu tempo.

Será que espero? Será que corro?

Eu rabisco coisas na minha lista de coisas.

Coisas que já fiz, e às vezes eu rabisco coisas que jamais farei.

Essa não é uma daquelas coisas que eu faço sem saber o motivo.

Rabiscar, quase sempre, significa que algo foi realizado, e eu gosto de realizar.

Realizar é motivador e me deixa feliz.

Porque eu não realizo mais coisas?



Eu rabisco pessoas da minha vida.

Pessoas que não me acrescentam, e à quem nada tenho a acrescentar.

Essa também não é uma daquelas coisas que eu faço sem saber o motivo.

Essa é uma das coisas que me fazem seguir em frente com o coração mais leve.

Leva-se muito tempo para aprender que algumas coisas nunca mudam, e no fim, eu acho que eu sempre fui assim.

Jamais desisto sem tentar, mas eventualmente, eu desisto.



Eu arranco páginas da minha agenda e rabisco dias no calendário.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ficam as reticências...



“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.

Eu posso afirmar com toda convicção, que mais do que ninguém entendo seus porquês, seus ais e seu cansaço.
Mesmo com as malas fechadas, o coração continua aberto, a amizade continua viva e as reticências permanecem...
Tudo arrumado? Móveis, roupas, livros e cacarecos encaixotados. Não se esqueça de levar nossas risadas, planos, conversas e discussões, sim, leve-as também, pois estas nos ajudaram a crescer e aprender que é impossível ser feliz sozinho.
Vai lá, menina! Imprimir novos rumos, fazer história, ganhar o mundo... Mas volte! Volte pra dar um oi, pra dar um abraço, pra tomar um café(leia-se petit gateau), pra conversar na sacada... Volte... Quando quiser e puder.
Seja feliz, se você estiver assim, onde quer que eu esteja, também estarei assim.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Medo de perder. Medo de ganhar.


Sim, é ruim perder...

Quando a gente perde alguém que não nos ama mais (talvez nunca tenha amado), quando perde um emprego seguro, um parente que morre, até um cachorro que fazia companhia.
Quando a gente perde se espera de tudo. Que a gente grite, esperneie, se feche em casa, chore, emagreça(engorde), se descabele, chute portas... Todo mundo entende e compreende, tentando ajudar ou slienciando.

... e ganhar também pode ser!

Porém, quando a gente ganha e estraga tudo ninguém nos entende.
Quando a gente recebe um elogio e se deprecia em seguida, ninguém entende. Quando a gente ganha o amor que queria tanto e enche ele de patada, ninguém entende. E ninguém entende quando ganhamos muito dinheiro e torramos tudo. E ninguém entende o jovem jogador que compra a Ferrari e mete no poste.
Não, ninguém entende.
Às vezes, ganhar dói tanto quanto perder. Tem momentos que ganhar dá um medo tremendo de crescer, virar adulto, evoluir, ser exigido. É como assistir o Faustão e Deus chegar bem na hora com uma missão e a gente responder: "Missão? Mas eu só quero "estar vendo" o Faustão". Às vezes, ganhar é uma afronta para quem sempre perdeu, para quem acha que não mereceria.
Eu me pergunto, e por que não mereceria?